CRISTIANISMO
HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
O parecer dos homens aqui, já era contraria o parecer dos apóstolos, e dos profetas, e o salvador Yahushuah.
O fortalecimento da apostasia si iniciam aqui
História
Do Cristianismo primitivo á
E Reforma ProtestanteUm Panorama da História desta Religião
O Cristianismo nasceu dentro do Judaísmo com algumas variações de doutrina que forneceu a Yahushuah, (Jesus) toda sua educação re¬ligiosa. Antes de sair pregando a Nova Lei, Ele aprendeu nas sinagogas as tradições judaicas. E, sendo pai (filho) do Judaísmo, o Cristianismo assumiu diver¬sas de suas referências, tanto que o Antigo Testamento ainda faz parte da Bíblia cristã. E o mais importante reflexo desta estreita relação entre as duas religiões - embora o Ocidente pouco se dê conta disso - é o fato de o Cristianismo ser tam¬bém uma crença monoteísta.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Não há nenhum registro nos Evangelhos - únicas fontes que contam a história de Ha-Mashiah que sugira que Yahushuah tenha tentado, com suas atitudes, criar uma nova religião. Não parece que tenha sido a sua intenção, em momento al¬gum de seu ministério. Ele foi uma espécie de reformador do Judaísmo, tanto que o Mashience (Cristianismo) de primeira hora ma¬nifestou-se como uma relação de continuidade da fé judaica e, ao mesmo tempo, de realização, de antítese, e também de afirmação de uma nova religião. Cerca de dois séculos após a morte de Ha-Mashiah (Cristo), quando o número de Mashience (cristãos) não judeus passou a superar o de Mashiah Yahudim (judeus,) é Embora que o Cristianismo foi romper definitivamente com o Judaísmo. Não tenha sido arquitetado por Yahushuah (Jesus,) pode-se dizer que o nascimento do Mashia é legítimo, uma vez que os primeiros Mashience (cristãos) conviveram com (Jesus). Os após¬tolos assentaram as bases da Igreja sobre ensinamentos que ouviram da boca do próprio do Nazareno. Para muitos, Pedra (aquele que negou o Ha-Mashiah (Cristo) quando os sacerdotes do Templo de Yahusalém prenderam e espancaram seu Mestre, levan¬do-o em seguida à cruz) é o primeiro papa da Igreja. Desde o Concílio Vaticano I, quando se declarou a infalibilidade pa¬pal- o papa tem a palavra final sobre qualquer dúvida sobre a doutrina cristã - esta origem vem sendo questionada. Mas falaremos disso mais adiante. Parece certo que, com outros discípulos de Yahushuah (Jesus), Pedro ajudou a lançar de fato as bases da Igreja.
O centro físico do (Cristianismo), como não poderia deixar de ser, foi Yahushalam, onde o Há-Mashiah (Cristo) desafiou as leis judaicas e acabou sendo crucificado. Os primeiros Mashience (cristãos) se conver¬teram ali. Durante as primeiras missões de evangelização, Pedro foi a Cesárea, Lida e Jope, rumo ao litoral. Filipe foi a Sumária e Gaza. E outros evangelizadores também foram le-vando a palavra de Yahushuah (Jesus) em outras direções. A perseguição aos Mashiences (cristãos) em Yahusalém também forçou a saída dos após¬tolos da cidade, obrigando-os a pregar em outras praças, o que teve inestimável valor para a expansão do (Cristianismo) em seus primeiros anos. Com o passar do tempo, os pregado¬res da palavra de Yahushuah (Jesus) deixaram a Palestina e foram a luga-res como Antioquia, Chipre e Fenícia. Assim, em pouco tem¬po, os não hebreus já estavam sendo convertidos.
O Evangelho, em si, foi compilado aproximadamente entre os anos 70 e 100, não por essa ou aquela pessoa, mas por comunidades inteiras. É um livro comunitário, editado a partir de tradições orais que foram passadas entre o ano 30 quando Yahushuah (Jesus foi assassinado) e o ano 70, aproximada¬mente. Por este motivo, há diversas discordâncias entre os textos de Marcos, Mateus, Lucas e João, que acabam dando margem para várias interpretações do Novo Testamento.
Saulo de Tarso (nascido em 33 e assassinado em 62) é considerado o maior missionário do Ha-Mashiah, o pri¬meiro teólogo do Mashiah só que ele lançou todas suas teologias por terra. Educado segundo as leis dos he¬breus, inicialmente perseguia os Mashiences (
), por julgar que o Mashiences (Cristianismo) era uma seita judaica. Mas acabou se con¬vertendo em seguidor de Mashiah (Cristo) depois de ter uma visão de Yahushuah (Jesus), como narra o Novo Testamento, e mudou seu nome para Paulo. As principais fontes a respeito da vida do missionário são as Cartas de Paulo, incluídas na com¬pilação bíblica.
Paulo fez longas viagens com objetivos apostólicos. Além disso, escrevia cartas às comunidades do Ha-Mashiah (cristãs) com as quais mantinha contato. Em sua primeira grande viagem, ateve-se à região próxima a Antioquia. Na segunda e na tercei¬ra viagens, chegou a ir a Jerusalém e à Grécia - incluindo Atenas, entre outros lugares - levando a palavra de Yahushuah (Jesus) ao mundo helênico. Conseguiu voltar vivo de todas.
Em sua última grande viagem, Paulo foi a Roma, então a “capital do mundo ímpio cristão". Ali foi preso e executado pelos roma¬nos. O ano era o de 62, e a perseguição aos Mashiences (cristãos) aumen¬tava proporcionalmente ao número de novos convertidos. As cartas enviadas por Paulo a Timóteo e a Tito mostram o início da organização da Igreja, baseada na transmissão da autoridade da primeira geração de apóstolos - entre os quais se inclui Paulo - aos bispos subseqüentes.
CATOLICISMO
A história do Catolicismo confunde-se com a do próprio Mashiences (Cristianismo,) pelo menos até o Cisma do Mashiences (Cristianismo) oriental, e à Reforma Protestante, como veremos adian¬te. Durante anos, o Império Romano tentou lutar contra a expansão dos Mashiences (Cristianismo) no mundo, pois a fé e a leal¬dade dos Mashience em Yahushuah eram tão grandes que os impe¬radores viram-se ameaçados pela expansão daquela nova crença (religião). No começo do século 4°, Roma percebeu que não poderia mais deixar a situação se complicar, e viu-se na posição de aceitar ou eliminar o Mashience. O impe¬rador Diocleciano até tentou erradicar a religião dos Mashiences, mas não conseguiu. Constantino, então, decidiu, por uma questão política, tornar-se um Mashience (cristão). Assim, o "presidente" do mundo era, oficialmente, um seguidor de Yeshua que os Gregos vocalizavam IESOUS que, mas tardes passou a ser (Jesus. Estava criando o império cristão.
Uma vez edificada a instituição Igreja Católica Apostólica Romana, estava criada também a primeira Igreja cristã, que se dividiria em diversas outras no decorrer dos séculos. Os católicos reconhecem a autoridade suprema do bispo de
Roma - ou seja, do papa. O cargo de líder absoluto da religião católica ou cristã é vi¬talício e vem sendo transmitido des¬de os tempos de Yahushuah. Assim, para a igreja católica, o papa é o sucessor de Pedro. Esta é a maior mentira, fundamentada por Roma, porque Pedro era tradicionalista das tradições dos profetas, e ele era imitador de Yahushuah, ele não si envergonhava de ter a imagem e cermeilhanças do nosso salvador, Esta crença é um dos pontos de maior divergência entre as religiões cristãs, pois a autoridade do papa foi um dos motivos que levaram à grande Reforma e à Cisma do Oriente.
A doutrina católica é universal e o pilar do Catolicismo, assim como o das outras igrejas cristãs, é a Bíblia. O principal culto é a missa, cerimô¬nia centrada no mistério da transubs¬tanciação. Segundo um dos dogmas da Igreja Católica, pela consagração, a hóstia e o vinho oferecidos na eucaris¬tia são transformados no corpo e no sangue de (Cristo). Não de Yahushuah porque é uma falsificação da celebração da morte de Yahushuah. Os sete sacramentos são os ritos simbólicos mais impor¬tantes, por ele, pois, através deles, o cristão é beneficiado espiritualmente. São eles: o falso batismo, eucaristia, crisma, confis¬são, unção dos enfermos, matrimônio de todas espécie de gente, e ordenação. O matrimônio é um sa¬cramento opcional, apenas necessário para o homem e a mulher que forem viver juntos. A ordenação também só se refere àqueles que decidirem adotar uma vida eclesiástica, aos quais é proi¬bido o sacramento do matrimônio.
No início da década de 1990, o nú¬mero de católicos no mundo era de 995,8 milhões (18,8% da popula¬ção mundial). Porém, o crescimento de outras religiões vem ameaçando a supremacia dos seguidores da Igreja Católica. A espécie de paralisia da qual sofre a Igreja (não só a católica, mas também outras religiões cristãs tra¬dicionais), no sentido de não conse¬guir atrair novos adeptos e, ainda por cima, perder antigos, tem resultado na criação de várias novas seitas cris¬tãs e não cristãs. Mas as divisões do Cristianismo não vêm de agora, como poderemos ver em seguida.
IGREJA ORTODOXA
A Igreja Ortodoxa é um dos três grandes ramos do Cristianismo e é a segunda religião cristã mais antiga, perdendo apenas para o Catolicismo.
Os cristãos ortodoxos aceitam os sete sacramentos, assim como os católi¬cos, mas a grande diferença, confor¬me acreditam os cristãos do Oriente, é que eles cumprem a fé cristã origi¬nal. Há uma imensa preocupação em manter a continuidade e a tradição do Cristianismo do primeiro milênio, tanto que os ortodoxos só reconhecem a autoridade dos primeiros sete concí¬lios da Igreja (o concílio é a reunião de autoridades religiosas para se discu¬tirem dogmas, doutrinas e discipli-nas) e tem como síntese doutrinária o Credo Niceno, profissão de fé que foi adotada no I Concílio de Nicéia (atu¬al Iznik, na Turquia), em 325. A Igreja Católica - e a maior parte das igrejas reformistas - consideram o Credo Niceno ecumênico (não ligado a uma religião específica).
Os motivos que dividiram os cris¬tãos originais em católicos e ortodo¬xos devem-se mais a causas políticas, históricas e geográficas do que dog¬máticas. No ano de 330, o imperador romano Constantino (aquele mesmo que se converteu ao Cristianismo) resolveu mudar a capital do impé¬rio, de Roma para Bizâncio. A cida¬de - hoje Istambul, na Turquia -, lo¬calizada na extremidade oriental do Mediterrâneo, passou a se chamar Constantinopla.
O antigo Bizâncio tornou-se capi¬tal da religião e da cultura do mun¬do cristão no Oriente. Enquanto isso, no Ocidente, os poderes da Igreja iam cada vez mais se centralizando nas mãos do bispo de Roma, o papa. Em 451, o papa Leão I convocou o Concílio de Calcedônia, o quarto da história da Igreja. Neste concílio, o monofi¬sismo - que afirma que Cristo tem uma única natureza, a divina, e não possui forma humana - foi condena¬do. A maioria dos cristãos do Oriente Médio que não falava grego rejeitou as decisões do concílio. Já no século 4°, começaram a surgir tensões entre Constantinopla e Roma. Com a queda do império do Ocidente, recaiu de vez nas mãos do papa o cargo de guardião do universalismo cristão do Ocidente.
Os orientais até aceitavam esta tradi¬ção, mas acreditavam que os direitos das diversas igrejas eram determina¬dos por considerações históricas.
As particularidades do Cristianismo do Oriente acabaram afastando-o da Igreja Católica. Muitos historiado¬res admitem o ano de 1054 como a data-chave da cisma entre o Leste e o Oeste. Naquele ano, as tensões entre Constantinopla e Roma culminaram na troca de excomunhões entre os dois centros. Mas, para muitos, o Cisma do Oriente ocorreu em 1204, durante as sangrentas Cruzadas. Com o objetivo de livrar a "Terra Santa" do domínio dos otomanos, o exército do Ocidente destruiu e saqueou Constantinopla. A partir de então, a Igreja Oriental rom¬peu definitivamente com a Católica.
Hoje, as autoridades ortodoxas e católicas convivem muito bem. No entanto, é na questão da autoridade que a Igreja Oriental mais se diferen¬cia da Católica. As igrejas indepen¬dentes do Oriente são "governadas" por seus próprios bispos. Porém, as¬sim como o bispo de Roma, o papa, tem primazia sobre todos os outros bispos católicos e suas dioceses, o patriarca de Constantinopla é supe¬rior a todos os demais patriarcas do Oriente, justamente pela importân¬cia da cidade na formação da Igreja Ortodoxa. Esta responsabilidade atri¬buída ao patriarca de Constantinopla vem desde 1453, quando os turcos otomanos recuperaram o domínio do antigo Bizâncio. Além do patriarca de Constantinopla, há outros quatro im¬portantes patriarcados antigos: o de Alexandria, no Egito; o de Damasco, na Síria; o de Yahushalam, em Israel; e o de Moscou, na Rússia.
Os cristãos ortodoxos não aceitam que o papa seja uma autoridade infa¬lível, como afirma o dogma da Igreja Católica definido em 1870, durante o Concílio Vaticano L Eles não acei¬tam nem mesmo a infalibilidade de seus próprios patriarcas.
Veja o retrato de Saulo de tarso ele não tinha faces de afeminado
E não si envergonhava do seu criador, nem dos seus irmãos os patriarcas profetas e apóstolos e os seguidores de Yahushua,
Saulo de Tarso (nascido em 33 e assassinado em 62) é considerado o maior missionário do Há-Mashiah, o primeiro teólogo do Há-Mashiah. Educado segundo as leis dos hebreus, inicialmente perseguia os Mashience, por julgar que o Mashience era uma seita judaica. Mas acabou se convertendo em seguidor do Há-Mashiah depois de ter uma visão de Yahushuah, como narra o Novo Testamento, e recebeu um nome também Romano de Paulo,
No Oriente são considerados ortodoxos. Existe um grupo de igrejas cristãs compostas por cinco ritos (bizantino, ale¬xandrino, de Antioquia, da Caldeia e armênio) que é deriva¬do de antigas tradições da Igreja no Oriente, de um período anterior à Cisma. Estas igrejas - conhecidas como "Igrejas de Rito Oriental" - comungam com a Igreja Católica e es¬tão sob autoridade do bispo de Roma. A diferença é que, no Leste, os membros do clero podem se casar e as crianças ba-tizadas podem receber a crisma e a eucaristia. Cada Igreja do Rito Oriental tem seu próprio direito canônico e é gover¬nada por um patriarca, que só presta contas ao papa.
IGREJA ANGLICANA
Quanto à sua fé em Jesus Cristo, a Igreja Anglicana pou¬co ou nada tem de diverso com relação aos católicos ou orto¬doxos. Assim como aconteceu com estes últimos, fatores po¬líticos - e até românticos, como veremos - é que levaram à criação de uma igreja independente dos desígnios de Roma.
A principal diferença entre a Igreja Anglicana e outras re¬ligiões cristãs está na aceitação dos Trinta e Nove Artigos e no Baak af Camman Prayer (Livro de Orações Habituais) como bases de sua doutrina. Os anglicanos também podem ordenar mulheres como sacerdotes e, como os ortodoxos, não aceitam a autoridade do papa.
O Anglicanismo é resultado das reformas implantadas no Cristianismo depois que a religião chegou à Inglaterra. É um tradicional ramo da Igreja cristã que tem suas origens ligadas diretamente ao poder britânico. Uma religião ingle¬sa, por assim dizer. Em 597, o arcebispo Santo Agostinho de Canterbury foi enviado à Inglaterra pelo papa Gregório, com a missão de converter os anglo-saxões ao Cristianismo. Após o batismo de Edelberto, rei saxão de Kent, a religião começou a ser difundida. Os reis ingleses que se seguiram foram se aproximando cada vez mais do papado, mas, no entanto, certificavam-se de manter o poder do bispo de Roma dentro de determinados limites.
A cisão entre a Inglaterra e a Igreja Católica aconte¬ceu com a subida de Henrique VIII ao trono. E é aí que en¬tra na história a culpa do romance citado anteriormente. Henrique era casado com a católica Catarina de Aragão, fi¬lha de Fernando e Isabel, reis da Espanha. O casal só teve uma filha, que seria mais tarde a rainha Maria Tudor I. Mas eis que Henrique VIII se apaixonou por uma certa Ana Bolena. Como o Cristianismo prega que "o que Deus uniu o homem não separa", em 1527, Henrique foi até a autorida¬de máxima da Igreja, o papa, e pediu a anu laço de seu ca¬samento com Catarina de Aragão. O bispo de Roma negou o pedido e, durante anos, Henrique tentou resolver a situ¬ação sem causar grandes conflitos. Quando percebeu que o
No começo do século 40, Roma percebeu que não poderia mais deixar a situação se complicar, e viu-se na posição de aceitar ou eliminar o Mashience. O imperador Diocleciano tentou erradicar a fé dos Há-mashiah, mas não conseguiu. Constantino, então, decidiu, por uma questão política, tornar-se um Mashience (cristão). Assim, o "presidente" do mundo era, oficialmente, um traidor seguidor de Jesus futuro. Estava criado o império cristão
Divórcio não seria concedido, Henrique VIII rompeu com o papa. Em 1533, ele se casou com Ana Bolena e, no ano se¬guinte, o Parlamento Inglês coroou-o e todos os seus des¬cendentes como chefe supremo da Igreja da Inglaterra. E as¬sim nasceu a Igreja Anglicana.
Durante o século 17, a Inglaterra se viu envolvida em uma espécie de "gangorra religiosa". A cada monarca que as¬sumia o trono, mudava também o direcionamento religioso, ora obedecendo ao papa, ora voltando às leis eclesiásticas de Henrique VIII. Os vários movimentos dentro da Igreja Anglicana através dos tempos, com absorção de elementos do Catolicismo, acabaram por tornar o Anglicanismo uma tradição de fé e práticas bastante flexíveis.
PROTESTANTISMO
Assim como no Oriente, na Europa muita gente se coloca¬va contra a situação em que a Igreja se encontrava no fim da Idade Média. Portanto, novamente aqui, os motivos que le¬varam à criação do Protestantismo vêm mais de ordem ide¬ológica do que puramente religiosa. Com relação à figura de Iesous (Jesus Cristo), praticamente não há diferença entre as crenças protestantes e o Cristianismo original. No entanto, após a Reforma Protestante, várias seitas foram (e ainda são) cria¬das graças à liberdade sobre a leitura bíblica imposta pela Reforma. E é a partir daí que começam a surgir visões um pouco mais distintas sobre Jesus dentro do Cristianismo. Como dissemos muitas pessoas não concordavam com os desígnios da Igreja Católica Apostólica Romana por volta dos sé¬culos 14 e 15. Alguns reformadores já vinham denunciando o enfraqueci¬mento moral e a corrupção econômica que se espalhavam por vários setores da Igreja. Mas foi com o teólogo ale¬mão Martinho Lutero que veio a gran¬de ruptura que mudou os caminhos da Europa e, conseqüentemente, de toda a história ocidental. Enquanto estudava o Novo Testamento para ministrar suas au¬las na Universidade de Witten Berg, Lutero se convenceu de que o homem não atinge a salvação por seus próprios esforços, mas sim pelo dom da graça de YAHUH, que é concedida através da fé em Yahushuah há-Mashiah. Um belo dia, em 1517, ele se colo¬cou diante da porta da Igreja de Todos os Santos de Witten Berg e leu suas "95 teses" contra a venda indiscrimina¬da de indulgências por parte da Igreja Católica. Naquela época, a Igreja esta¬va vendendo o perdão dos pecados aos cristãos e, com o dinheiro, financiava a construção da Basílica de São Pedro, em Roma, que ainda hoje é a catedral¬-mor da Igreja Católica - já que lá se en¬contra o túmulo de Pedro que os Romanos mataram. Ele já, mas foi fundador de uma apostasia. Além da briga contra a venda de indulgências, Lutero protestou contra os falsos nomes adotados por Roma, e ele seguiu tecen¬do críticas à Igreja em debates públi¬cos, até que, em 1520, o papa Leão X o excomungou. Em 1521, foi convida¬do por autoridades políticas e religio¬sas a se retratar, mas não moveu um pé sequer de suas convicções. A par¬tir daí, Martinho Lutero, definitiva¬mente rompido com o papa e a Igreja Romana, foi considerado um fora da lei. Mas suas idéias foram encontran-do campo fértil em uma Alemanha que não andava bem das pernas, di¬vidida por motivos econômicos. As idéias reformistas de Lutero se espa¬lharam por toda a Europa e novos re¬formistas foram surgindo na Suíça, França, Escócia, Holanda. Todos co¬locando em xeque a autoridade do papa. O rompimento de Lutero com o Catolicismo foi um divisor de águas, mas não um fenômeno isolado. O cli¬ma de convulsão ideológica e religiosa acabou por criar várias vertentes do Protestantismo de primeira hora, sei¬tas que ficaram conhecidas como par¬te do "Protestantismo Histórico".
Luteranismo
O Luteranismo nasceu da crença de Martinho Lutero na necessidade de uma reforma da Casa de oração de Yahushuah Há-Mashiah. Assim, o luterano também crê que a salvação só vem para aqueles indivíduos que têm fé na graça de YAHUH. E não há nenhum po¬der superior à palavra de Yahuh. Os lu¬teranos têm a Bíblia como à autoridade definitiva e, portanto, não reconhecem a autoridade do bispo de Roma sobre as questões da fé. E, se a fé sozinha era responsável pela salvação, para quê serviriam então os padres, se eles não têm o poder de conceder o perdão em nome de Deus? E para quê tomar par¬te dos sacramentos, se a fé individual é que traz a salvação? Sendo assim, os lu¬teranos passaram a adotar apenas dois dos sete sacramentos: o batismo e a eu¬caristia. Apenas estes dois são aceitos, porque, na visão de Lutero, foram insti¬tuídos pelo próprio Jesus Cristo que eles inventaram, e não pela Igreja. Foi clero luterano, também foi permitido o casamento.
Calvinismo
Os protestantes de tradição refor¬mada atribuem ao teólogo francês João Calvino o título de expoente má¬ximo da Reforma. Assim como Lutero e todos os protestantes, ele não aceita¬va o domínio do papa e tinha na Bíblia a única autoridade verdadeira. No en¬tanto, Calvino via a Bíblia como um documento normativo não só para uma vida de fé que levasse à salvação da alma, mas também para regula¬mentar todas as instituições huma¬nas. Os ensinamentos ali contidos não serviam somente para levar à sal¬vação, mas também para organizar a sociedade. Esta aproximação entre as¬suntos sagrados e profanos ficou clara no seu rascunho das Novas Ordens, que posteriormente seria modificado e adaptado pelo governo suíço como constituição. Além disso, Calvino insistia na questão da predestinação, doutrina segundo a qual o destino de cada ser humano já está preestabeleci¬do por leis divinas.
Uma das principais posições de João Calvino era contra a idolatria. No seu entender, nem Deus e nem Jesus ¬por ser de natureza divina - poderiam ser representados de forma física. Para ele, os homens criam estátuas que não passam de "vaidade e puros fantas¬mas". Ou seja, o espírito humano cria ídolos porque não consegue acreditar em Deus, a não ser que ele esteja fisi¬camente presente.
Batistas
Os batistas aceitam os princípios básicos da Reforma Protestante, mas admitem outras crenças e práticas que foram sendo absorvidas através dos anos. Eles, por exemplo, aceita o batismo como sacramento, mas so¬mente quando o crente já estiver na idade adulta. E o ritual deve ser feito por imersão, ou seja, afundando o in¬divíduo na água, assim como Yahunan o balizador (João Batista) teria feito com Yahushuah. O movi¬mento nasceu no século 17, simulta¬neamente na Holanda e na Inglaterra, sob a direção de John Smith e Thomas Helwes. Os dois líderes eram dissiden¬tes da Igreja Anglicana. Não por acaso, entre 30% e 50% dos protestantes dos Estados Unidos - país colonizado pe¬los ingleses - são batistas.
Presbiterianismo
Os presbiterianos vêm de uma tra¬dição calvinista. No entanto, Calvino não insistia tanto na questão do go¬verno dos anciãos. A principal particu¬laridade do Presbiterianismo está em sua forma de organização, mesclando elementos democráticos e hierárqui¬cos. Assim como os outros protestan¬tes, os presbiterianos não aceitam a autoridade do papa.
Metodistas
Os primeiros metodistas surgiram dentro da Universidade de Oxford, na Inglaterra, em 1729. John Wesley é considerado o fundador desta ramificação protestante. Junto com seu irmão Charles, Wesley se reunia com outros estudantes para praticar os ri¬tuais e os serviços cristãos. Vindos de uma tradição calvinista, no entanto, os irmãos Wesley rejeitavam a doutri¬na da predestinação. Com a morte de Wesley em 1791, os grupos foram se espalhando pelo mundo e promoven¬do alterações nas práticas metodistas com suas próprias interpretações da Bíblia. De tempos em tempos, era re¬alizado um encontro ecumênico me¬todista para coordenar estes vários grupos espalhados pelo planeta. Os meto distas também só aceitam dois sacramentos: o batismo e a "Ceia do Senhor", pela qual eles celebram a pre¬sença de Cristo.
No Hinário Evangélico, hinário ofi¬cial dos meto distas brasileiro Jesus é apresentado em imagens como a do "Jesus salvador", "Jesus mes¬tre", "Jesus amigo", "Jesus esposo”... Ou seja, de uma forma que aproxime Cristo o máximo possível do cren¬te. Para alguns estudiosos, estas afir¬mações denotam um forte individu¬alismo entre os metodistas, uma vez que Jesus vive em cada um de seus fiéis, e não na comunidade como um todo. Esta familiaridade entre o cren¬te e o "Jesus amigo" atende segundo o professor e doutor em Ciências da Religião da Umesp, Leonildo Silve ira Campos, a algumas necessidades psí¬quicas dos adoradores. '
Muitas pessoas não concordavam com os desígnios da Igreja Católica Apostólica Romana por volta dos séculos 14 e 15. Alguns reformadores já vinham denunciando o enfraquecimento moral e a corrupção econômica que se espalhavam por vários setores da Igreja. Mas foi com o teólogo alemão Martinho Lutero que veio a grande ruptura que mudou os caminhos da Europa e, Conseqüentemente, de toda a história ocidental.
PROTESTANTISMO PENTECOSTAL
A partir da Reforma Protestante, os cristãos passaram a ter maior liberda¬de sobre a leitura bíblica. Para alguns, a Reforma possibilitou uma volta ao Cristianismo primitivo. Seja como for, a verdade é que, com a liberdade para ler e interpretar os textos bíbli¬cos, cada um foi entender o Evangelho à sua própria maneira. Pessoas leigas e estudiosos de teologia passaram a descobrir mensagens na Bíblia, come-çaram a fundar suas próprias igrejas e missões evangelizadoras. Na maio¬ria esmagadora das vezes, os religiosos que fundam igrejas pentecostais o fazem após receber um sinal ou uma visão divina. Veremos algumas destas igrejas daqui por diante, estabelecen¬do uma divisão entre Pentecostalismo Clássico, Deuteropentecostalismo e Neopentecostalismo, ordenação que não é aceita por todos, mas pode tor¬nar o trabalho mais claro.
Há. Muitas diferenças sutis entre as diversas seitas pentecostais, mas elas são mais de ordem comporta¬mental do que teológica. No Brasil, es¬pecificamente, alguns autores vêem três diferentes ondas de implantação do Pentecostalismo. Segundo a defi¬nição do escritor Paul Freston, a pri¬meira aconteceu na década de 1910. A segunda, entre as décadas de 1950 e 1960. A terceira onda pentecostal che¬gou ao fim dos anos 1970. De uma for¬ma geral, todas elas tentam colocar o homem no centro de seus cultos, para que ele possa sentir a experiência do contato com Deus. O sentimentalis¬mo e a experiência são as marcas prin¬cipais dos movimentos pentecostais.
Alguns autores entendem o Pentecostalismo como uma religião "espiritocêntrica", ou seja: centra¬da na terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo. Segundo o professor Leonildo Silveira Campos, para os pentecostais, o Espírito Santo "é a imagem atualizada e contínua de Jesus no mundo, assim como Jesus é a imagem exata de Deus, o Pai deles". É quan¬do o Espírito Santo se manifesta que o sujeito começa a falar em outras lín¬guas e torna-se capaz de realizar mi¬lagres. Os pentecostais acreditam que tenham voltado ao Cristianismo pri¬mitivo, e não apresentado uma nova visão de Jesus, porque Jesus para ele é e sem¬pre foi o mesmo. Ele continua salvan¬do, curando, promovendo milagres e exorcismos e batizando com o fogo do Espírito Santo.
PENTECOSTALISMO CLÁSSICO
As igrejas do Pentecostalismo Clássico são as que surgiram no iní¬cio do século 20. Pode-se dizer que nasceram em 1900, na cidade de Topeka, no estado do Kansas (EUA). Sob a direção de Charles Parham, cer¬ca de 40 estudantes da escola bíblica Betel estudavam os textos sagrados do Cristianismo. Eles escolhiam um assunto e buscavam todas as citações bíblicas sobre aquele tema, até que ele fosse esgotado e dali surgisse uma mensagem incontestável. A impor¬tância do batismo no Espírito Santo, como narrada no segundo livro dos Atos dos Apóstolos, é capital. A pri-meira igreja pentecostal do Brasil foi a Congregação Cristã no Brasil (CCB), fundada em 1910 pelo italiano Louis Francescon, que teve contato com o Pentecostalismo nos Estados Unidos.
Logo após a chegada da CCB, sur¬giu a Assembléia de Deus, em 1911. Daniel Berg e Gunnar Vingren, certos de terem recebido uma mensagem di¬vina, foram os primeiros orientadores da nova igreja. Mas Vingren é conside¬rado o primeiro pastor da Assembléia de Deus, enquanto Daniel Berg é tido como o grande missionário. São re¬correntes as histórias que dão conta de sua dedicação à missão evangeli¬zadora, percorrendo a pé grandes dis¬tâncias no estado do Pará - onde ele e Vingren se estabeleceram assim que chegaram ao País - para levar a pala¬vra de Deus.
Para os fiéis da Assembléia de Deus, Jesus Cristo é o único salvador deles. Os crentes desta igreja devem ser o tempo todo testemunhas fiéis do exemplo de vida e do sofrimento Dele no calvário. Não sabemos exatamente como viveram os irmãos da Assembléia de Deus no inicio da sua crença, o que vemos e que os irmãos também foram enganados com uma crença que e Romana, vemos que os irmãos da assembléia de deus também têm bebido do cálice dos Romanos.
Ele crê em um úni¬co Deus, nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E, como todos os protestantes, tem na Bíblia Sagrada a única regra infalível de fé norma¬tiva para a vida e o caráter cristão. Acreditam também que apenas o ar-rependimento e a fé em (Jesus) podem salvar o indivíduo da condenação e leva uma vida eterna de felicidade, quando (Jesus) voltar, o que nunca vai acontecer porque Jesus e mas uma invenção dos Romanos, todos o povo de Jesus devem aguada a decepção que vai julgar toda a Terra no dia do Juízo Final.Esta escrito senhor nos fazia maravilha em teu nome, mas ele vai dizer em meu nome não, vocês faziam em um nome de um ídolo pagão de Roma.
Esta primeira onda pentecostal no Brasil dava muita ênfase à glosso¬lalia, que é a situação de êxtase religioso em que o sujeito começa a falar línguas estrangeiras que não domina. Muitos acreditam que as pessoas que praticam a glossolalia estão, na reali¬dade, falando uma língua inexistente, devido à falta de significado sistemá-tico para as frases e palavras, repeti¬ções e, principalmente, pelo fato de a maioria dos falantes não conseguir repetir exatamente o que disse an¬tes. No segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos, aquele que foi estuda¬do por afinco pelos alunos da esco¬la de Betel e foram definitivos na criação do Pentecostalismo, os discípulos de Jesus recebem o batismo do Espírito Santo e começam a falar em línguas estranhas, fazendo-se entender pe¬los diversos estrangeiros que estavam em Jerusalém.DEUTEROPENTECOSTAIS
Na década de 1950, chegou ao Brasil à segunda onda pentecostal, direcio¬nada principalmente para a questão dos milagres e da cura divina, diferen¬te da primeira onda, que dava ênfase à glossolalia. No entanto, o núcleo dou¬trinário é o mesmo. Os pioneiros desta segunda onda foram Harold Williams e Raymond Batright, ex-atores de fil¬mes de faroeste nos Estados Unidos que se valeram do rádio para difun¬dir suas crenças. Diversas igrejas sur¬giram deste movimento entre os anos 1950 e 1960, como a Casa da Bênção e a Igreja Metodista Weslyana. Mas nos ate remos aqui a apenas quatro: Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Pentecostal Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor e Igreja de Nova Vida.Igreja do Evangelho Quadrangular
Das quatro igrejas que va¬mos destacar entre aquelas do Deuteropentecostalismo, apenas a do Evangelho Quadrangular (IEQ) não tem raízes brasileiras. Foi fundada nos Estados Unidos pela canadense Aimeé Semple McPherson. A religio¬sa teria tido uma visão do evangelho quadrangular durante um culto na ci¬dade de Oakland, em 1922. Em 1923, Ela fundou a Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular, com a construção do Ângelus Temple, em Los Angeles, na Califórnia. A par¬tir de 1944, o filho de Aimeé, Rolf McPherson, assumiu a presidên¬cia, que hoje é responsabilidade do Reverendo Paulo Risser.
Embora a sede da IEQ fique em Los Angeles, ela funciona de forma autô¬noma em cada país - estima-se que a IEQ esteja em 107 nações. Os segui¬dores têm na Bíblia a única palavra inquestionável, além de pregar ser diferente de todas as outras igrejas, porque não nasceu de um cisma ou divisão de outras religiões, e sim, pela "vontade do Espírito Santo". Ai eu pergunto e as outras não foram? Os qua¬tro temas dominantes da IEQ, reli¬gião centrada na figura de Cristo, são:
Jesus é o enviado de Deus para sal¬var o mundo; Jesus dá poder e unção do Espírito Santo; Jesus cura os enfermos com seu poder; Jesus voltará como o Rei dos Reis. Aqui eles também de mostram que estão bêbados do cálice dos Romanos, e agora o que eles precisa fazer é rejeita este nome de Jesus e aceitar o nome de Yahushuah, para que posa si salvar Atos 2: 38.
Deus é Amor
A Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA) foi fundada em três de junho de 1962 pelo missionário David Martins Miranda. É mais uma das seitas pen¬tecostais que nasceu da visão, do con¬tato direto de um pastor com Deus. Segundo seu próprio relato, David Miranda estava entregue à oração de forma frenética por mais de três ho¬ras, quando começou a sentir como se estivesse flutuando. Suava muito e, por isso, acreditou que era o Espírito Santo que estava habitando no seu corpo - o (pastor), faz um paralelo entre sua si¬tuação e a passagem de Jesus orando no monte. Já fazia quatro horas que Miranda rezava, e já sentia "seres ce¬lestiais" ao seu redor, o corpo ainda ar¬dendo pelo fogo do Espírito Santo.
Foi aí que o pastor ouviu a voz de Deus. A divina providência disse que o havia escolhido para realizar uma "grande obra" por seu intermédio. Deus disse que enviaria povos e na¬ções para serem curadas pelo poder divino, usando o (pastor), como inter¬mediário. David Miranda conta que, durante 21 dias, orou diariamente pela madrugada, pedindo a Deus que voltasse a entrar em contato com ele e lhe dissesse o nome da igreja que de¬veria procurar para servir de instru¬mento da glória divina. Até que Deus lhe disse: "Deus é amor". O (pastor), saiu procurando uma igreja com tal nome, mas, claro, não achou. Então, Deus o orientou a fundar uma nova igreja e batizaria com este nome. Para o Deus deles todas estava errada.
A experiência do pastor David Miranda deixa claras as diretrizes de sua seita. O poder de Deus, da mesma forma como se manifestou através de Jesus, quando Ele promovia milagres e curas na Galileia, se manifesta atra¬vés do homem. Segundo o credo da Igreja Pentecostal Deus é Amor, Deus falou com Miranda que o usaria como intermediário de sua graça na Terra. Este Deus e este Jesus nunca is tevês na Galileia, isto é, mas bebidas do cálice de Roma.
Igreja de Nova Vida
A maior importância da Igreja de Nova Vida para o Pentecostalismo no Brasil é o fato de ter formado, em seus bancos, dois dos maiores líde¬res pentecostais do Brasil: Romildo Ribeiro Soares, fundador di!- Igreja Internacional da Graça de Deus, e Edir Macedo, presidente da Igreja Universal do Reino de Deus. Embora seu culto seja similar àqueles de ou¬tras igrejas de ordem deuteropente¬costal, com extrema valorização dos milagres e das curas divinas, a Nova Vida já traz alguns traços que mar¬cam as igrejas neopentecostais, como aquelas fundadas por R. R. Soares e Edir Macedo: intenso combate ao Diabo, contribuição financeira como forma de conseguir prosperidade material e extrema liberdade doutri¬nária no que diz respeito aos usos e costumes. Negando de fazer o que disse os apóstolos para ser imitador deles é manter firmes as tradição efésios 2______, a Igreja devem estar edificada nos fundamentos dos apóstolos____________E não ter do que si envergonhar.
Assim como a Igreja O Brasil para Cristo, a Nova Vida nasceu de um programa de rádio: "A Voz da Nova Vida", comandado pelo missionário canadense Walter Robert McAlister.
De família pentecostal, ele le¬vou uma vida missionária desde jo¬vem. Nas Filipinas, teve muitas ex¬periências envolvendo exorcismos. Estabelecido no Rio de Janeiro no iní¬cio da década de 1960, o canadense começou a pregar semanalmente no auditório da Associação Brasileira de Imprensa e, uma vez por ano, em um grande encontro no Maracanã Zinho. Diferentemente das outras seitas deuteropentecostais, que se aproxi¬maram das camadas economicamen¬te carentes da população, a Nova Vida queria converter os cidadãos da classe média e médio-baixos, um fenômeno característico das igrejas neopente¬costais que viriam a surgir na década de 1980.Os cristãos ortodoxos aceitaram sete sacramentos, assim como os católicos, mas a grande diferença, conforme acreditam os cristãos do Oriente, é que eles cumprem a fé cristã original. Há uma imensa preocupação em manter a continuidade e a tradição do Cristianismo do primeiro milênio
O Brasil para Cristo
Oficialmente, a Igreja O Brasil Para Cristo nasceu em 24 de agos¬to de 1974, quando o slogan da Igreja Evangélica Pentecostal foi incorpora¬do e se tornou o nome oficial da igreja fundada pelo II missionário Manoel de Mello e Silva. O religioso já havia pas¬sado pela Assembléia de Deus e pela Igreja Quadrangular antes de fundar1.
Sua própria religião. Seus seguido¬res entendiam que ele era dotado de poderes milagrosos concedidos pelo Espírito Santo, e tinha autoridade es¬piritual única, falando com proprieda¬de às platéias e realizando prodígios.
O ano de 1956 é uma data capi¬tal para o surgimento da igreja O Brasil para Cristo. Junto com o irmão Arthur, Mello e Silva comandava um programa na Rádio Piratininga, de São Paulo, que se chamava A Voz do Brasil para Cristo. O programa logo mudou para a Rádio Tupi, em São Paulo, e sua audiência só aumentou. O primeiro culto do então Movimento do Caminho - Igreja de Jesus Betel aconteceu em três de março de 1956, no bairro de Pirituba. Aos poucos, mais gente ia se juntando à crença de Mello e Silva, inclusive fora do Estado de São Paulo. O primeiro núcleo não paulista surgiu no Rio Grande do. Sul, aparecendo depois no Piauí, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e assim por diante.
Os seguidores da Igreja O Brasil para Cristo gostam de destacar que sempre foram perseguidos por outras denominações pentecostais, pelos ca¬tólicos e até pelas autoridades civis. Contam com orgulho que o missio¬nário Mello e Silva foi preso 27 vezes, acusado de charlatanismo e curan¬deirismo, sem ser jamais condena¬do. Outros pastores também seriam "perseguidos" através dos tempos. O Brasil para Cristo virou um fenô¬meno no início dos anos 1980, com seus pastores realizando milagres em massa no Grande Templo, em São Paulo, em 1981, e lotando o Estádio do Pacaembu para protestar contra a idolatria nacional, em 1982. Mello e Silva morreu em 1990, e foi sucedido por apenas quatro nome na presi¬dência da Igreja ..
De forte tendência missioná¬ria, prontos a "ganhar O Brasil para Cristo", os crentes na visão de Manoel de Mello e Silva têm o Jesus milagroso, aquele que faz maravilhas e cura os doentes, como o centro de sua adoração.
NEOPENTECOSTALISMO
As igrejas neopentecostais nasce¬ram com a terceira onda pentecostal no Brasil. A partir da segunda metade dos anos 1970, as primeiras igrejas começa¬ram a aparecer. O Salão da Fé surgiu em 1975, já a Igreja Universal do Reino de Deus, em 1977, e a Igreja Internacional da Graça de Deus, em 1980. Um sem número de outras igrejas de tendên¬cia neopentecostal foram nascendo no mesmo rastro e ainda proliferam por aí. As diretrizes delas são muito similares àquelas do Deuteropentecostalismo, com forte ênfase na questão dos mi¬lagres e da cura divina. No entanto, um novo ingrediente diferenciou o Neopentecostalismo: o Diabo. Para es¬tas novas igrejas, todos os males e so¬frimentos, sejam eles físicos, psíquicos ou econômicos, são decorrentes da pre¬sença de demônios na vida do homem. A única coisa que pode livrar o sujeito dos espíritos de Satanás é o exorcismo, praticado de forma espetacular nos cultos.
A preocupação com a solução destes problemas da mente e do corpo e a busca pela prosperidade material colo¬caram o homem, e não YAHUH, no centro das atenções. Outras questões presen¬tes nas igrejas pentecostais primitivas, como o Juízo Final e o falar em outras línguas, praticamente não existem mais nestas novas seitas. Os problemas são muito práticos e devem ser resolvi¬dos aqui e agora, através da expulsão dos demônios e da doação financeira que leva à prosperidade material.
Muitos defensores do Cristianismo acreditam que o Neopentecostalismo não pode ser considerado cristão pelo fato de suas posições doutrinárias se¬rem muito distintas da compreensão ortodoxa da Bíblia. Muitos entendem até as igrejas neopentecostais como cultos demonistas, não porque cul¬tivam a fé em Satanás, mas porque o centro de seus cultos é a expulsão dos demônios dos corpos dos crentes. O papel dos demônios, causas de todas as mazelas do mundo, é tão importante que, sem eles, o culto neopentecostal fica descaracterizado.
CRISTÃOS INDEPENDENTES
Há algumas igrejas, também de raízes protestantes, que são consi¬deradas cristãs independentes, pelo fato de suas doutrinas serem atribuí¬das a uma revelação divina especial. Destacaremos aqui quatro das mais importantes delas: Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (ou Mórmons), Testemunha de Jeová e Ciência Cristã.
Adventistas
A ênfase especial dos adventis¬tas é na segunda vinda de Cristo à Terra, um retorno concreto que está muito próximo. O pregador batis¬ta norte-americano William Miller foi quem estabeleceu as normas do Adventismo. Dentro da comunida¬de, o maior número de crentes está na Igreja Adventista do Sétimo Dia, fun¬dada entre os anos de 1844 e 1855 por Joseph Bates, James e Ellen White, os três seguidores de Miller. Para os ad¬ventistas, bem como para a maioria esmagadora dos protestantes, a Bíblia é a única autoridade religiosa, e a sal¬vação é um dom concedido pela graça divina. A missão principal da Igreja Adventista do Sétimo Dia é anunciar a volta inexorável de Jesus e convidar todas as pessoas a prepararem a Terra para este retorno, que se dará em bre¬ve. Como acreditam que o corpo é a morada do Espírito Santo, eles o res¬peitam. Por isso, não comem carne e não se intoxicam de forma alguma.
Os adventistas crêem em um Deus uno e trino, assim como a maioria dos cristãos. Jesus é aquele que encarnou o Deus Filho. Foi através Dele que se revelou o caráter de Deus, através Dele que a humanidade foi salva e através Dele que a humanidade será julgada. A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê que Jesus caminhou sobre a Terra, so¬freu, morreu na cruz, ressuscitou, as¬cendeu aos céus e intercede por nós jun¬to a Ele. Mas, em breve, Jesus estará de volta ao mundo, para o "livramen¬to final de seu povo e a restauração de todas as coisas", porque, hoje, o mundo
A partir da Reforma Protestante, os cristãos passaram a ter maior liberdade sobre a leitura bíblica. Para alguns, a Reforma possibilitou uma volta ao Cristianismo primitivo. Seja como for, a verdade é que, com a liberdade para ler e interpretar os textos bíblicos, cada um foi entender o Evangelho à sua própria maneira. Pessoas leigas e estudiosas da teologia passaram a descobrir mensagens na Bíblia, começaram a fundar suas próprias igrejas e missões evangelizadoras Outras igrejas neopentecostais.
Ao deixar a Universal derrotado na briga pela liderança da igreja com Edir Macedo, R. R. Soares fundou, em 1980, a Igreja Internacional da Graça de Deus, que é praticamente idêntica à IURD no que diz respeito às diretrizes religiosas. Promovem exorcismos, curas milagrosas e é adepta da teologia da prosperidade. Os pastores são jovens e, como na Universal, não têm nenhuma formação teológica. A TV tam¬bém é muito usada como instrumento de divulgação do evangelho, através do que se convencionou chamar "televangelização". A Igreja Renascer em Cristo foi fundado em 1986, em São Paulo, pelo casal Estevam e Sônia Hernandes. Ele foi gerente de marketing da Xerox do Brasil e da Itautec, enquanto ela foi dona da butique La Belle Femme. Estevam é de origem pentecostal e Sônia, presbiteriana. Em 1986, fundaram os trabalhos com um grupo de amigos em uma pizzaria. A sede nacional só foi criada em 1989, no Cambuci, em São Paulo. A organização eclesiástica de Renascer em Cristo é episcopal desde 1995, e Estevam Hernandes é o apóstolo da igreja. A música é muito importante, e a Igreja tem os direitos sobre a marca "Gospel" no Brasil. Além de emissoras de rádios, de canais de TV UHF e várias publicações, ela tem até uma gravadora em uma casa noturna. Jo¬vens, empresários e profissionais liberais são o público-alvo.
Embora tenha se tornado mais conhecida no início deste século, com a conversão de personalidades do mundo artístico, a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra nasceu em 1976, em Goiás, fundado por Robson Rodovalho, ex-professor de física. De família kardecista, Robson freqüentava também rituais de uma banda com a mãe. Aos 14 anos, por acidente, matou o caseiro da faunda da família. Perturbado psico¬logicamente, não encontrou conforto no Espiritismo. Em um dos acampamentos de um grupo de jovens da Igreja Presbiteria¬na do Brasil, Robson Rodovalho se tornou um evangélic e passou a organizar estudos bíblicos em colégios. Próximo dos 18 anos fundou sua própria igreja, a Comunidade Evangélica, que só ganhou o sobrenome Sara Nossa Terra em 1992. A organização de Atletas de Cristo, tão alardeada entre os jogadores de futebol, foi fundada pela Sara Nossa Terra.
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Dias (ou Mórmons)
O Movimento Mórmon (ou Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) foi criado em 1830, nos Estados Unidos, por Joseph Smith. Muitas pessoas consideram os mór¬mons indivíduos "semicristãos", por causa de suas crenças. Segundo a doutrina mórmon, Jesus faz parte da Santíssima Trindade, mas não da mes¬ma forma como a maioria dos cris¬tãos a encaram. Deus Pai, Deus Filho e o Espírito Santo são divindades in¬dividuais que formam a Trindade. Portanto, para muitos, os mórmons são politeístas. Além disso, eles não têm na Bíblia sua única autoridade re¬ligiosa, a exemplo dos protestantes. A doutrina mórmon foi construída a partir de quatro livros: Bíblia, Livro do Mórmon, Doutrina e Assembléias e Pérola de Grande Valor.
Para entendermos melhor a importância do Livro do Mórmon para a doutrina, vamos à história de Joseph Smith. Como vários outros fundado¬res de diversas seitas, Smith foi um visionário. Em 1820, enquanto pas¬seava pelos campos de Manchester, nos Estados Unidos, foi envolto por uma forte luz, e duas figuras aparece¬ram diante dele. Uma delas disse algo como: "Esse é meu filho muito amado, escutai-o!". Si isto for verdade os espíritas estaria certo crendo na reencarnação, Por quer Jesus estaria reencarnando em Joseph Smith. Entre outras coisas, as en¬tidades revelaram a Smith que todas as religiões do mundo estavam enganadas, e que ele não deveria se filiar a nenhuma delas.
A partir daí, Smith passou a se sen¬tir como São Paulo e viu que deveria levar a palavra de Deus ao mundo. E, uma bela noite, o profeta Moroni apa¬receu em seu quarto, falando de certas plaquetas de ouro escondidas na mon¬tanha mais alta de Manchester. Nelas, estava escrita a verdade sobre a origem dos habitantes da América do Norte. Pois Smith foi lá, mas só em 1827 lhe foi permitido levar as tais placas. O visionário mostrou as escrituras no ouro para algumas pessoas, mas elas foram depois levadas de volta aos céus e não estão mais na Terra.
A história que estava nas placas é a seguinte: sobreviventes da destrui¬ção de Jerusalém em 586 a.C. esca¬param. Da morte no Oriente Médio e vieram parar na América do Norte, a Terra Prometida. Ali, eles deram ori¬gem a dois povos: os lamitas, que ori¬ginaram os homens de cor e os índios; e os nefitas, que deram origem aos ho¬mens brancos. “Quando Yahushuah Há-Mashiah foi crucificado em Yahusalém, os nefitas se deram conta do que havia acontecido através dos sinais da natureza, Jesus até” veio aos Estados Unidos de¬pois para pregar o Evangelho. No ano 385, os lamitas exterminaram os ne¬fitas, deixando apenas alguns vivos. Entre eles estava Mórmon, que con¬tou esta história ao filho Moroni que, por sua vez, a registrou em placas de ouro, escondendo-as em seguida, para só posteriormente revelar sua loca¬lização a Joseph Smith. O fundador do Movimento Mórmon foi preso em 1844 e morto por populares na prisão. Mais não ressuscitou como muitos outros como Buda.
Joseph Smith defendia a poliga¬mia como uma forma de dar prote¬ção às viúvas que perdiam seus mari¬dos na guerra. Hoje, há mórmons que aceitam esta posição, e outros que são contra. A doutrina prega que todas as religiões têm pontos positivos e sus¬tentam elementos da Verdade. No en¬tanto, apenas a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (IJCSUD) tem a autorização divina para pregar a verdadeira palavra de Deus. Então as outras são o que? E o que eles têm recebido é o que? Daí a vocação missionária dos mórmons, que são vistos andando em dupla por todos os cantos do mundo, pregando os primeiros princípios do Evangelho segundo os compreendem: Só que muitos si esqueci, que apalavra verdadeira, tem que ser pregada com testemunhos de fé, vivendo todas as verdades. Não é esta fé no Senhor Jesus Cristo, arrependi¬mento, batismo por imersão para re¬missão dos pecados e imposição das mãos para o dom do Espírito Santo.
Os mórmons crêem que tanto a Bíblia quanto o Livro do Mórmon são a palavra de Deus. Diferentemente da maioria das igrejas cristãs, a IJCSUD acredita que a alma é preexistente, ou seja, é eterna e existe antes da concep¬ção. É um conceito parecido com o do Espiritismo, mas muito diferente do católico, por exemplo, que acredita que Deus cria a alma no momento da concepção. O fato de não admitirem o bispos negros, e também a história de que apenas os nefitas os primei¬ros americanos brancos - sentiram a morte de Jesus, costuma servir de ar¬gumento para que os críticos chamem os mórmons de racistas.
Para a IJCSUD, Jesus foi o Grande Jeová do Velho Testamento e ele é o Messias do Novo Testamento. Acreditam que, mesmo sem jamais ter cometido pecado, Ele foi batizado para "cumprir toda a justiça"; que fez o bem e foi desprezado por isso; que seu Evangelho era uma mensagem de paz e boa vontade; que promoveu curas e milagres; que deu sua vida para ex¬piar todos os pecados da humanida¬de; que ressuscitou e apresentou-se àqueles que amou em vida; que tam¬bém ministrou suas "outras ovelhas na antiga América", onde será erguida a nova Sião; que apareceu junto com seu Pai ao jovem Joseph Smith; que voltará a reinar pessoalmente sobre a Terra; e que foi o centro de toda a his¬tória da humanidade.Um novo ingrediente diferenciou o Neopentecostalismo: o Diabo. Para estas novas igrejas, todos os males e sofrimentos, sejam eles físicos, psíquicos ou econômicos, são decorrentes da presença de demônios na vida do homem. Para eles A única coisa que pode livrar o sujeito dos espíritos de Satanás é o exorcismo, praticado de forma espetacular nos cultos.
Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová talvez formem o mais numeroso grupo de cristãos independentes do Brasil. É comum vê-los batendo de porta em porta, vendendo as publicações bíbli¬cas Despertai! E a Sentinela. Segundo estimativas da própria organização religiosa existem cerca de seis milhões de pessoas, em mais de 230 países, pro¬clamando a "boa nova" sob o nome de Testemunhas de Jeová. A seita cristã foi fundada em 1872, pelo pastor nor¬te-americano Charles Taze Russell, na Pensilvânia.
A Associação Internacional de Estudantes da Bíblia, que veio a se chamada "Testemunha de Jeová" ape¬nas em 1931, foi formada por um pe¬queno grupo de estúdios bíblicos co¬ordenado por Charles Russell. Foi também uma das primeiras religiões moder¬nas, eles utilizar as pessoas de porta em portas como um veículo, de comuni¬cação em massa, como um instrumento de evangelização. Em 1879, surgiu a revista A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo, hoje co-nhecida no Brasil como "A Sentinela". Em pouco tempo, várias congregações foram se formando nos estados vi¬zinhos à Pensilvânia. Em 1881, nas¬ceu a Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, que ganhou estatuto próprio em 1884, tendo Charles Taze Russell como presidente.
Como dá para perceber, a estrutu¬ra organizacional das Testemunhas de Jeová tem características empre¬sariais, ou seja, se adequou à organi¬zação de "A Sentinela". Em 1909, a sede foi mudada para o Brooklin, em Nova York, onde funciona até hoje. Em 1913, os sermões eram publica¬dos em quatro línguas, em 3 mil jor¬nais dos Estados Unidos, do Canadá e da Europa. Até no cinema a religião de Charles Russell foi pioneiro, exibindo, a partir de 1914, o Fotograma da Criação, que contava a história do mundo desde a criação da Terra até o fim do Reinado Milenar de Cristo. Foi uma das pri¬meiras experiências de realização de um cinema sonoro.
O ano de 1914 é tido como um di¬visor de águas para as Testemunhas de Jeová. Em 1876, Russell escreveu o artigo "Tempos dos Gentios: quando terminam?". O texto dizia que "os sete tempos terminarão em 1914 a.D". Não aconteceu tudo o que se esperava em 1914, mas as Testemunha de Jeová acreditam que o ano marcou o fim dos Tempos dos Gentios e foi de significa do especial, pois, a partir dali, o mun¬do mergulhou em uma era de catás¬trofes. Para justificar sua crença, os seguidores de Charles Russell costumam citar a Primeira Guerra Mundial, que come¬çou em 1914, e todas as guerras que se seguiram, como a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria, a Guerra do Vietnã e outras. Uma frase do esta¬dista alemão Konrad Adenauer, de 1966, é usada como um emblema:
"Segurança e tranqüilidade desapa¬receram da vida dos homens desde 1914". A respeito destes tempos feios, a Sociedade só fez crescer. Charles Russell mor¬reu em 1916 e o comando ficou nas mãos de Joseph F. Rutherford. Em 1917, começou a ser publicada uma nova revista, 1he Golden Age, a Despertai! Estima-se que a tira¬gem da revista hoje, publicada em mais de 80 idiomas, seja de 20 mi-lhões de exemplares. Foi dada uma ênfase maior no testemunho de porta em porta. Em 1931, para se diferen¬ciarem de outros cristãos, os segui¬dores de Charles Russell adotaram o nome de Testemunhas de Jeová.
Durante as décadas de 1920 e 1930, usaram extensivamente o rá¬dio como instrumento de evangeli¬zação. Nos anos 1930 e 1940, muitos homens foram presos e processados por suas crenças e ações, mas ganharam suas causas, mantendo-se em atividade. Rutherford morreu em 1942, dando lugar a N. H. Knorr. Este veio a fale¬cer em 1977. Porém, antes, em 1976, ele já havia dividido as responsabi¬lidades administrativas da matriz mundial das Testemunhas de Jeová em diversas comissões, compostas por ministros experientes de um cor¬po governante.
As Testemunhas de Jeová não centralizam suas atenções em Jesus Cristo, mas sim na própria figura de Deus, chamada por eles de Jeová. O nome Dele é de suma importân¬cia para esta religião. Na maioria das Bíblias de tradução católica, Ele é chamado simplesmente de DEUS ou SENHOR. As Testemunhas de Jeová defendem que, onde se lê SENHOR
-ou DEUS, deve-se ler Jeová. Tanto que as suas traduções da Bíblia incluem o nome Jeová. Para eles, Jeová é nome pessoal e pertencem ao Deus todo po¬deroso e criador do universo. Esta é uma grande mentira, em Israel é desconhecido este nome. O relato bíblico a que eles recorrem como base para seu nome está no capítulo 43: 10 do livro de Isaías, no Antigo Testamento, em que Deus afirma, segundo a Versão Brasileira da Bíblia Sagrada: "Vós sois as minhas testemunhas, diz Jeová (...). Eu, sim eu sou Yahuh, fora de mim não há salvador". Apocalipses 1: 8 Yahushuah(ISAIAS disse eu sou o alef e o tav o princípio e o fim, diz o Yahuh, que é, e que era, e que há de vir, o todo-poderoso. E Apocalipse 1: 17 E eu quando o vi, cai a seus pés como os mortos; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: não temas; eu sou o primeiro e o último; e Apocalipse 2: 8 E ao anjo da Igreja que está em Smirna, escreve; isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu Yshayahuh 41:4 quem operou e fez isto, chamando as gerações desde o principio? Eu o Yahuh, o primeiro, e o último eu mesmo. Yshayahuh 4: 11 eu sou o Yahuh, e fora de mim não há salvador. A verdade é que Yahuh sempre esteve no seu corpo Shuah fora do seu corpo nunca teve outro. Oseías 13:4 e Is 45: 21. Os religiosos profanos e mentirosos querem porque querem que as cousas seja do seu jeito, Foi o eterno que disse eu mesmo vou realizar salvação, querendo as religião or. Não, veja EzequYahuh 36: 23 eu mesmo vou santificar o meu nome, nome este que foi profanado pelas nação religiosa, o meu grande nome, não e esta porcaria de Jeová ou Adonai ou Elohim, o meu nome é profanado pelo religioso, eles os quais profanas no mio delas; mas as nações avia de saber que ele ia dizer, Eu Sou o Yahuh ,diz ele o poderoso Yahuh quando eu for santificado no meio dos religioso aos seus olhos. Não mim interessa ou que você pensa ou o que ar de pensa, o que min interessa e o que o eterno min diz. Eze. 20:4 Julgá-los-es tu ó filho dos religiosos vou faz-lhes saber as vossas abominações que os vossos pais adotaram; Os nomes que eles inventaram é uma abominação. O nome em Israel tem um significado prório, ao mudar o nome eles mudarão o significado, já não é ele mesmo, mais um outro, Yahushuah é o verbo carne, YAHUH OU verbo SHUAH Carne copo, casa, tabernaculo, Santuário, fortaleza, Yahushuah é o Emanuel, sabem o que isto significa, eu vou explica, Eman é o Homem, U ele (EL) para eles é Deus, isto significa, o YAHUH EMANISADO ou Yahuh feito Homem, é o Apóstolos Paulo diz em Colossenses 2: 9 em Yahushuah habita corporalmente toda a plenitude, veja que é toda a plenitude da Soberania, não é divindade, mais de um João 5: 8. Si alguém um dia deseja ver a YAHUH, si contente com Yahushuah, porque só nele é que nos podemos ver a YAHUH esta bem. MalaquYahuh 3: 1 esta escritor Eis que eu envio o meu mensageiro DIANTE de MIM: E de repente virei a o seu templo o YAHUH a quem vocês buscavam. Veja agora Mateus 11: 10 É Marcos 1: 2 Isaias 40: 3 Mateus 3: 3 Lucas 3: 4 João 1: 15 Lucas 1: 35 Lucas 7: 27 é 3: 3 Mateus 14: 33.
As crenças baseiam-se na Bíblia, única autoridade que respeitam. Tanto que se negam até mesmo a sau¬dar qualquer bandeira, votar ou pres¬tar serviços militares (são conhecidos também' pelo polêmico princípio de não permitirem a transfusão. de san¬gue, porque "introduzir sangue no “Corpo, pela boca ou pelas veias, viola as leis de Deus”). A verdade é que eles coua um mosquito e em gole um camelo, porque louva este nome de Jeová, ou o nome de Jesus e pio do que receber sangue de porco ou di cachorro. A Bíblia é a palavra de YAHUH e ele nuca foi Deus, e seus 66 livros que são divididos, Novo é velho Testamento – que é chamado de "Escrituras Hebraicas "os seus adeptos não dão um testemunho a res¬peito de Jeová, pois a Sua doutrina é contra os ensinamentos de Yahushuah. A Terra existirá para sempre e to¬dos, os vivos e os mortos, que se en¬quadrarem no propósito de YAHUH de uma Terra embelezada e habitada, poderão viver nela para sempre. Por causa do pecado de Adão, todos nós somos pecadores. Porém, os “cren¬tes” serão resgatados pelo sacrifício de Yahushuah e poderão viver na Terra por todo o reinado de Há-Mashiah (Cristo). Não há in-ferno, senão o da sepultura dos ho¬mens, e a esperança de todos é a res¬surreição. As Testemunhas de Jeová, assim como os adventistas e os mór¬mons, acreditam que Jesus voltará para governar e transformar o mundo em um lugar ideal para se viver. Hoje, o mundo é administrado por Satanás, mas as coisas serão novamente pa¬cíficas e justas depois que Yahuh co¬locar tudo em seus devidos lugares com a batalha do "Har-Magedon" (ou Armageddon), cenário da profética e definitiva luta entre o bem e o mal narrada no Antigo Testamento.
Ciência Cristã
A Ciência Cristã faz parte, de fato, do Cristianismo, porque acredita na mensagem e na história de Jesus Cristo, embora não da mesma for¬ma como a maioria das outras religi¬ões cristãs. Esta associação foi fun¬dada em 1876 por Mary Baker Eddy, nos Estados Unidos, e não tem mui¬tos adeptos pelo mundo. A sede da as-sociação fica em Boston. Os cientistas cristãos acreditam que a palavra de Deus está na Bíblia, mas também se¬guem os ensinamentos de outro livro, Ciência e Saúde, publicada por Baker Eddy em 1875. A principal diferen¬ça da Ciência Cristã para outras reli¬giões - e que a aproxima da doutrina oriental da Seicho-no-ie - é a negação da realidade da matéria. Assim como certas igrejas pentecostais e indepen¬dentes, esta doutrina foi fundada por um personagem que acredita ter recebido uma mensagem especial de Deus.
1.
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Mary Baker Eddy nasceu em uma fazenda no estado de New Hampshire em 1821 e, desde pequena, esteve às vol¬tas com problemas de depressão e outras doenças físicas. O pai de Baker Eddy era da Igreja Congregacional e ela manti¬nha longas conversas a respeito dos mistérios das religiões com ele. Em 1862, Baker Eddy teve contato com o médico Phineas Parkhurst Quinby, que seguia orientação do médi¬co francês Charles Poyen que, por sua vez, era adepto dos ensinamentos do austríaco Franz Anton Mesmer. Mesmer acreditava na existência de algo semelhante ao magnetismo que exercia poder sobre o corpo humano, e era considerado um ocultista por muitos.
Ocultista ou não, o fato é que as idéias de Mesmer foram reinterpretadas nos Estados Unidos. Com Phineas Quinby. Baker Eddy aprendeu que as doenças do corpo são meras ilusões e podem ser curadas a partir da correção de um erro mental. Em 1866, Baker Eddy teve uma queda no gelo, fi¬cando sem sentido por alg